Depois de um hiato de oito anos dedicado sobretudo ao cinema, às séries e à música, Gabriel Leone, retoma sua trajetória teatral como protagonista de Hamlet, Sonhos que Virão. A peça é uma adaptação do clássico de William Shakespeare dirigida por Rafael Gomes e em cartaz no Nu Cine Copan, novo espaço cultural instalado no antigo Cine Copan, no centro de São Paulo.
A estreia ocorreu em 19 de fevereiro, ocupando o prédio que funcionou como cinema de rua e ficou inacessível ao público por cerca de duas décadas, inclusive tendo sido usado como igreja. A temporada está prevista até 19 de abril, antecedendo uma reforma que transformará o local em cinema de 440 lugares a partir de 2027. Ao escolher voltar justamente com Hamlet, Leone assume um dos papéis mais icônicos do repertório universal, lidando com temas de poder, corrupção, memória e culpa que dialogam com o presente.
Na montagem, a arquitetura desgastada do antigo cinema é incorporada à encenação, criando um ambiente que evoca um “teatro em ruínas” e reforça a tensão da tragédia do príncipe da Dinamarca. Em cena, Leone constrói um Hamlet marcado pela hesitação e pela investigação da verdade, incorporando elementos de commedia dell’arte à fisicalidade do personagem.
No elenco, além de Leone estão Susana Ribeiro, Eucir de Souza, Samya Pascotto, Fafá Renó, Bruno Lourenço, Daniel Haidar, Felipe Frazão, Rael Barja, Davi Novaes, Conrado Costa, Giovanna Barros e Lua Dahora. O elenco pode sofrer alterações durante a temporada, e em datas específicas de março o papel-título será assumido pelo ator Felipe Frazão.
Temporada: 19 de fevereiro a 19 de abril.
Dias e horários: Quartas, 20h | Quintas, 20h30 | Sexta, 20h | Sábados, 16h e 20h | Domingos, 17h
Gabriel Leone e o teatro

Gabriel Leone iniciou a carreira artística justamente nos palcos, antes de se tornar presença constante em novelas, séries e produções de cinema. Ao longo dos anos 2010, conciliou trabalhos em televisão com projetos teatrais e musicais, construindo uma trajetória ligada à cena carioca e paulista. A partir de meados da década, o foco gradualmente se deslocou para o audiovisual, com participações de destaque em produções como Verdades Secretas, Velho Chico, Dom e Eduardo e Mônica, o que ajuda a explicar o intervalo de oito anos longe do palco até a atual montagem de Hamlet, Sonhos que Virão.
No teatro, Leone consolidou-se também como intérprete de musicais, acumulando indicações relevantes em prêmios especializados em teatro musical. Seu último trabalho no teatro foi no musical Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812, papel que lhe rendeu a indicação ao Prêmio Reverência de Teatro Musical nas categorias Melhor Ator e Melhor Ensemble, além de aparecer entre os indicados do BroadwayWorld Brazil Awards no mesmo ano.